AmorAmor, Pensamentos soltos, Refletindo, Semente

Amar é…

Gente estou adorando ver meus post de “pensamentos soltos” agradando as pessoas. Essa reflexão de hoje da verdade é a compilação de conversas surgiram com amigas que me questionaram bastante sobre o texto “Nós e o que falamos sobre os outros”. É PESSOAL quando mexe com nossos fantasmas assusta mesmo, mas enfrentar, refletir e externalizar isso tudo é a melhor maneira de fazer as pazes consigo mesmo. A afirmação que norteou todas as discussões foi: “As fofocas/difamações/mentiras vem de onde menos esperamos e principalmente de pessoas próximas, de “amigos” e familiares.”

Olha, vou dar a minha opinião bem sincera, que são até bem clichês: “Ninguém conhece ninguém”; “As pessoas mais próximas são as que mais irão decepcionar você”; Porém se houver amor de verdade, as coisas se ajeitam. E aquele que faltou com a verdade, que falou mentiras irá cedo ou tarde sofrer as consequências de seus atos.

Nem-todas-as-críticas-são-para-te-deixar-triste.-Pense-bem-naquelas-que-te-farão-crescer-melhor...

A realidade é que até mesmo aquelas pessoas que são tão próximas da gente, muitas vezes não nos conhece, e nem a gente conhece aquela pessoa, não é mesmo? Quiça uma que mora longe. Nesse quesito eu adoro as novelas pois elas sempre mostram esse lado sombrio das famílias, e geralmente aquele individuo que ao longo da trama arrotou que era o bonzinho, que era o amigão de todos, que vivia dando lição de moral em vez de ir falar diretamente com a pessoa em questão, e por isso era sempre querido de todos, sempre acaba desmascarado pelos seus segredos internos. Alguém se identifica? Na minha família tem um punhado. Deve ser por isso que eu adoro ser sincera, comigo não tem essa de fazer rodinha familiar para discutir o que fulano está fazendo da vida, comigo o lance é sentar na frente e falar na cara, doa a quem doer.

Aprendi isso lindamente com meu avô (Te Amo Vô! Arrasaaa ai no céu!❤ ), quando eu tinha 15 anos, meus pais se mudaram da nossa casa que era linda, agradável, um castelo (literalmente), meu quarto de princesa enorme arejado e onde eu amava morar. Fomos parar num “apertamento” não porque estávamos com problemas financeiros, mas porque eles tinham que viajar muito e eu e meu irmão não podíamos ficar sozinhos tanto tempo em casa. Na época aquilo foi mortal para mim, e como eu não conseguia demonstrar minha revolta do jeito mais comum na época que era indo “mal da escola” (sempre amei estudar, muito mesmo) eu dei uma de japonês haha me enfurnei no quarto o dia todo só estudando e ainda pedi para pintar meu quarto. Sim, pintar as paredes (pintei até o teto hahahah). Nem preciso falar o jeito que ficou né? Meus pais odiaram, meu pai ficou furioso, falou que ia pintar tudo de branco. Aquele pandemônio familiar, que olhando hoje são boas lembranças (to rindo muito escrevendo essa parte) hahaha.

Solução: convocaram meus avós, meus padrinhos para um jantar para discutir o que fazer comigo e é clarooo que me deixaram de fora da conversa, o que me deixou até hoje sem saber o que eles falaram sobre mim. A única coisa que sei foi que meu avô não disse nada durante a “rodinha”, e no final pediu para me chamar em meu quarto e lá fui eu escutar as palavras mais duras e mais lindas da minha vida. Não cabe aqui o discurso do meu avô, mas eu digo aqui que naquele dia meu avô me ensinou na prática o que é ser família, o que é respeito, o significado de se importar um com o outro, ele me demonstrou o que é amor. E não se engane, porque ele não fez isso passando a mão na minha cabeça, ele fez isso me falando a verdade nua, dura e crua.

E desde então optei pela verdade nua, dura e crua. E por mais que isso seja desagradável de fazer e por vezes dolorido de ouvir, eu só faço isso quando me importo de verdade com a pessoa. Acredito que família (e isso se estende aos amigos verdadeiros, aqueles que são como família mesmo) é um lugar de salvação, um lugar tão seguro que podemos (e devemos) abrir os olhos das pessoas que amamos. Lugar em que cuidamos e zelamos uns pelos outros e que nos preocupamos quando vemos alguém sofrendo ou fazendo “cagadas” como diz meu pai. A partir do momento que não existe isso, não existe união, não existe cumplicidade, não existe família. Você está fora, mesmo achando que está dentro. Quem vive só de elogio é coluna social, não é família. Familia é outra coisa.

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E por favor não confundam falar a verdade com ofensa tá? Sim, porque hoje o mundo está tão do avesso que chegar em alguém e dizer: “ei o que você está fazendo está errado, porque está machucando um outro alguém que não merece ser machucado”; virou ofensa. Infelizmente chegamos nesse nível😦 Vamos deixar uma coisa bem clara aqui: Não podemos construir nossa felicidade em cima do sofrimento do outro (por mais que você ache que esse sofrimento seja passageiro, acredite ele não é passageiro), porque é errado e PRINCIPALMENTE porque o preço que se paga é muito alto. E se alguém tentar te alertar sobre isso você, agradeça. E preste muita atenção quando as suas decisões e suas atitudes estão machucando a vida de alguém que você diz que ama. Quem ama se preocupa, quem ama abre mão, quem ama alerta. O amor não sobrevive só de mimimi, de elogios, de aceitação, de “vai lá passa por cima de todo mundo para ser feliz” e puxação de saco. Um amor assim só funciona nos momentos de bonança da vida. O combustível do amor queridos é feitos de outras coisas.

Beijos de Amor

Olivia

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