Pensamentos soltos, Poesia, Refletindo

PLURALIDADE

“…A PLURALIDADE IRRITA MUITA GENTE.”

“O que mais me atraia numa pessoa, qualquer pessoa, é sua capacidade de fugir dos esteriótipos, ser dez em uma, revolucionéria e católica, feia e sexy, alienada e esperta, surfista e filósofa. Pessoa coerentes e previsíveis provocam uma admiração relativa e muito sono: gosto das que nos surpreende e deslumbram, e quanto mais diferentes delas mesmas. No final das contas, só a estranheza é que nos encanta, a multiplicidade, o mundo todo que cabe numa unica vida.” [M.M.]

Extrai esses trechos de uma crônica da Martha Medeiros (de quem eu sou muito fã! ÔÔôôô mulé para entender bem a gente né?). A crônica é uma critica/declaração que ela faz a um show do Caetano Veloso, mas não quero falar sobre o Caetano, quero falar sobre OS CAETANOS do mundo. Pessoas que são plurais, diversas, que consequentemente tem a mente aberta e por isso permanecem jovens, mas que irritam muita gente. Me peguei pensando por que pessoas assim irritam os outros? Será porque elas as vezes aparentam ser arrogantes, esnobes? Mas elas não são nada disso, pelo contrário. São pessoas tão fascinantes, tão inspiradoras, geralmente carregam uma bagagem de vivências imensas, como a Martha mesmo diz, são 10 pessoas em uma só, com uma capacidade incrível de fugir dos estereótipos, diferente até mesmo delas mesmas. Rá! Eureca! Deve ser isso: “capacidade de fugir dos estereótipos”. A sociedade não aceita (e nunca aceitou) pessoas diferentes que fogem do padrão e que se destacam por isso. Mesmo nunca época em que a individualidade virou um deus a ser seguido e servido, se no fundo você não for igual a todo mundo você está “por fora”, incomoda e irrita. Eu acredito que viver com pessoas previsíveis seja mais fácil e gera na gente um sentimento de conforto, você sabe exatamente como essa pessoa é e ponto final. Todavia conviver com pessoas que tem reticências ou seja, com pessoas que tem algo a mais a oferecer, que pode sempre te surpreender é um grande desafio, e desafios geram medo e a tendência do ser humano é rejeitar e condenar tudo aquilo que gera medo nele.

“Quem habita esse planeta não é O Homem, mas os homens. Pluralidade é a lei da terra.”
[ Hannah Arendt]

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Com medo ou sem medo eu estou com a Martha. Eu gosto mesmo é de gente diferente, imprevisível, GENTE SURPREENDENTE! talvez meu fascínio se encontre do fato de eu achar que eu sou um tanto plural, múltipla e estranha. Me identifico com os Caetanos pelo mundo afora. E TEM MAIS… Eu GOSTO de ser assim tá? Sei de muita gente que inclusive me fala na cara isso (santa sinceridade hahah) que eu sou estranha, imprevisível “onde já se viu usar Hermès e freqüentar a 25 de março, ser fashionista e surfista; blogueira e presidente de ONG “; “não pode isso, não pode aquilo; ou Francis é uma coisa ou é outra. Alguma coisa nela é fake“. Olha, não tem nada de fake na minha viu…e esse discurso que “isso pode, aquilo não pode” não entra na minha vida, nem nunca entrou. Eu sou e posso ser tudo o que eu quiser, inclusive contraditória em minhas escolhas. A única coisa que criou raízes em mim são meu princípios e valores, deles eu não abro mão mesmo. Para todo o resto (opiniões, gostos, desejos) eu tenho asas, e gosto muito de voar, de mudar, de ir e voltar, de OUSAR.

Voar é da minha natureza, sou passarinha convicta 😀
E pra encerrar vou usar da minha ousadia (e modéstia) e vou parafrasear Martha. Só que vou trocar o “sujeito” Caetano pela mais fascinante primeira pessoa do singular que eu conheço. Eu!

‘Francis é um planeta. Terra, Água, Fogo e Ar. Não se trata de tietagem ou subordinação: é justiça.
Não é uma mulher comercial, mas é popular (do povo mesmo) não é uma mulher fácil, mas tampouco complicada. É uma mulher que rima, que canta o lado inevitável do amor, que tranforma latim em pó e que nos provoca um “tapinha não dói” só pra ver se a gente ainda cai nessa cilada, e a gente cai.
Francis pode
.'[Martha Medeiros parafraseada]

EU POSSO… 😉 .

Quem quiser ler a crônica completa da Martha é só clicar aqui ou buscar no google pelo nome “Qualquer Caetano”

Beijos Múltiplos

Olivia

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Arte, Poesia, Refletindo

Um Ano Atrás…Tão Atual

Simples, fácil e comum

Tenho mergulhado numa questão que parece prosaica, mas é de importância vital para melhor conduzirmos os dias: por que as pessoas rejeitam aquilo que é simples, fácil e comum?

O mundo evolui através de conexões reais: relacionamentos amorosos, relacionamentos profissionais e relacionamentos familiares – basicamente. É através deles que nos enriquecemos, que nossos sonhos são atingidos e que o viver bem é alcançado. No entanto, como nos atrapalhamos com essas relações. Tornamos tudo mais difícil do que o necessário. Estabelecemos um modo de viver que privilegia o complicado em detrimento do que é simples. Talvez porque o simples nos pareça frívolo. Quem disse?

Não temos controle sobre o que pode dar errado, e muita coisa dá: a reação negativa diante dos nossos esforços, o cancelamento de projetos, o desamor, as inundações, as doenças, a falta de dinheiro, as limitações da velhice, o que mais? Sempre há mais.

Então, justamente por essa longa lista de adversidades que podem ocorrer, torna-se obrigatório facilitar o que depende de nós. É uma ilusão achar que pareceremos sábios e sedutores se nossa vida for um nó cego. Fala-se muito em inteligência emocional, mas poucos discutem o seu oposto: a burrice emocional, que faz com que tantos façam escolhas estapafúrdias a fim de que pelo menos sua estranheza seja reconhecida.

O simples, o fácil e o comum. Você sabe do que se trata, mas não custa lembrar.

Ser objetivo e dizer a verdade, em vez de fazer misteriozinhos que só travam a comunicação. Investir no básico (a casa, a alimentação, o trabalho, o estudo) em vez de torrar as economias em extravagâncias que não sedimentam nada. Tratar bem as pessoas, dando-lhes crédito, em vez de brigar à toa. Saber pedir desculpas, esclarecer mal-entendidos e limpar o caminho para o convívio, ao invés de morrer abraçado ao próprio orgulho. Não gastar seu tempo com causas perdidas.

Unir-se a pessoas do bem. Informar-se previamente sobre o que o aguarda, seja um novo projeto, uma viagem, um concurso público, uma entrevista – preparar-se não tira o gostinho da aventura, só potencializa sua realização.

Se você sabe que não vai mudar de ideia, diga logo sim ou não, para que enrolar? Cuide do seu amor. Não dê corda para quem você não deseja por perto. Procure ajuda quando precisar. Não chegue atrasado. Não se envergonhe de gostar do que todos gostam: optar por caminhos espinhentos às vezes serve apenas para forçar uma vitimização. O mundo já é cruel o suficiente para ainda procurarmos encrenca e chatice por conta própria. Há outras maneiras de aparecer.

Temos escolha. De todos os tipos. As boas escolhas são divulgadas. As más escolhas são mais secretas e, por isso, confundidas com autenticidade, fica a impressão de que dificultar a própria vida fará com que o cidadão mereça uma medalha de honra ao mérito ao final da jornada. Quem acredita que o desgaste honra a existência, depois não pode reclamar por ter virado o super-herói de um gibi que ninguém lê.

Martha Medeiros- Jornal Zero Hora

Beijos Simples

Olivia

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