Refletindo

Moda Livre

Por trabalhar em ong e com terceiro setor, acabo que vivo envolvida nesse meio, principalmente recebendo muito material de outros projetos de tals.Tem uma galerinha que eu acompanho faz um tempinho, e que descobri a pouco tempo que eles lançaram um aplicativo bacana sobre moda e ativismo. Estou falando da galera do Repórter Brasil, idealizado/criado pelo polêmico repórter Leonardo Sakamoto, que faz um trabalho incrível de combate ao trabalho escravo, foi deles o projeto de pesquisa que virou documentário onde traçaram um mapa completo do trabalho na linha de produção da carne que consumimos, da origem até o consumidor final (Chama se: “Carne Osso-O Trabalho em frigoríficos”, quem se interessar “dá” um google que tem versão grátis e completa do doc.). Para se ter ideia, por causa desse documentário algumas das maiores redes de distribuição de alimentos como Wallmart, Carrefour deixaram de vender produtos que foram denunciados como praticantes e/ou que apresentavam, direta ou indiretamente, trabalho escravo envolvida na sua cadeia produtiva.

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Agora eles lançaram um projeto em forma de aplicativo que se chama “MODA LIVRE”, basicamente é um mapeamento das grandes e pequenas marcas do setor textil e da moda que estão envolvidas ou não com trabalho escravo. Quando você baixa o aplicativo é possível acompanhar como essas marcas estão se comportando em relação ao combate da pratica de trabalho escravo em sua linha de produção e de seus fornecedores.

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A avaliação é feita mediante um questionário respondido pelas próprias marcas (aquelas que se recusam a responder são avaliadas diretamente com a pior avaliação) e também por denúncias comprovadas(como no caso da ZARA). A classificação se dá através de 4 critérios que estão nos questionários respondido pelas marcas e que são denominados por “indicador de conduta”, são elas: 1.Políticas (compromissos assumidos pelas empresas de cada empresa em relação ao combate do trabalho escravo em sua cadeira); 2.Monitoramento (medidas adotadas para fiscalizar os fornecedores); 3.Transparência (ações tomadas para comunicar aos clientes o que tem sido feito para monitorar fornecedores e combater o trabalho escravo); 4.Histórico (resumo do envolvimento das empresas em casos de trabalho escravo, segundo o ministério do trabalho e emprego(MTE), desde de julho de 2009-data do lançamento do “Pacto Contra a Precarização e pelo Emprego e Trabalho Descente em São Paulo-cadeia produtiva das confecções). Fonte:Metodologia descrita no próprio Aplicativo

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Dai você se pergunta: EAI? O QUE ISSO TEM HAVER COMIGO? Bom, na minha opinião, se você já desenvolveu uma consciência coletiva e responsável, tem tudo a ver sim! Euzinha não curto muito saber que estou vestindo algo que foi produzido a partir de trabalho escravo, não me sinto bem mesmo. E por acreditar que cuidar do meio ambiente é cuidar de tudo e de todos, NÃO consumir produtos de marcas que não estão preocupadas com isso e/ou que praticam trabalho escravo é uma forma de protesto e negação. Conclusão: ADOREI! o aplicativo. Fiquei meio triste também em saber que marcar que gosto de consumir estão com avaliações horríveis. Pórem irei pensar 3,4,5 vezes antes de consumir novamente essas marcas, porque eu adoro andar bem vestida, mas não quero o peso de uma roupa que foi costurada por alguém que foi exploado para isso. Vale a pena baixar o app e conferir.

Beijos Responsáveis

Olivia

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